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Rio de Janeiro - Uma cidade define sua imagem. Mega-eventos e seus impactos [Rio de Janeiro – eine Stadt bearbeitet ihr Image. Megaevents und ihre Auswirkungen]

Input: Itamar Silva (IBASE), Moderação: Martina Winkler (Brot für die Welt), Protokoll: Marcos A. da Costa Melo

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Martina Winkler (Brot für die Welt) & Itamar Silva (Ibase )

 

Depois da apresentação dos participantes e a colocação de seus interesses no fórum Itamar Silva (IBASE) trata numa introdução da gentrificação e do processo de segregação social e espacial em especial no Rio de Janeiro. Que fatores aceleram a gentrificação?

Itamar Silva enfatiza a a gentrificação na fala do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que coloca a Copa e as Olimpíadas como forma de solução de problemas não enfocados antes. Os megaeventos impõem uma urbanização segregadora e sem processos democráticos participativos.

Ele explica: As alterações urbanas na cidade influenciam fundamentalmente o dia-a-dia das camadas sociais pobres, os maiores perdedores neste processo de elitização da cidade. As zonas portuárias, que já vivem com um grandes défice da infra-estrutura, vivem um processo de urbanização segregadora bem como as periferias do Rio de Janeiro, entre outras a Barra da Tijuca, Cidade de Deus, etc.

Thomas Fatheuer enfatiza a necessidade de repensar o papel das UPPs no Rio de Janeiro e de entender os novos protestos de massas. Estes protesto podem unificar os movimentos urbanos no Brasil, como o MST, unificou os movimentos rurais no Brasil, diz Fatheuer.

Jürgen Stalhl ver por outro lado o papel capital financeiro brasileiro como o maior acelerador da gentrificação no Rio de Janeiro, especialmente no financiamento das grandes construções no centro. Formas de resistências devem ser aqui repensadas, diz Stahl. Dentro deste aspecto do capital o grupo focaliza a situação dos moradores que vivem de aluguel e com a especulação imobiliária estão prestes a ser expulsos de suas moradias.

Por fim o grupo analiza as manifestações das massas como forma de expressão participativa num processo democrático. Estas mobilizações retratam os novos processos de transformação social no Brasil que indica uma mobilização de uma classe média brasileirra, mais também o nascimento de uma emergente classe média baixa, mais ou menos politizada.

No final Itamar Silva dicute a imagem da favela nos movimentos de base. A favela é vista popularmente como classe ralé. Os movimentos do Rio apresentam uma nova recepção do termo, já que enfatiza que a “Favela é cidade”:

  • Favela é parte indissociável das cidade

  • Favela, uma planta, é uma estrutura social, que infelizmente ganhou com os anos um sentido muito pejorativo popularmente

  • A definição da Favela como “comunidade” ou “morro” é imcompleto e limitado (estes conceitos são muito utilizado na televisão segregadora)

  • Favela é uma diversidade sócio-cultural

A maioria das UPPs no Rio de Janeiro, acrescenta Itamar Silva, destroem a favela culturalmente, socialmente e físicamente, já que estas vêem na favela só como:

  • violência policial,

  • tráfico de drogas,

  • disputa de território,

  • mercado desorganizado sem Govêrno, etc.

A UPP não é a solução, diz Itamar. A UPP não tem experiência profundas em processos de pacificação. Ela é apresentada na mídia como estrutura democratizadora que acaba com as violências nas favelas. O desaparecimento do “Amarildo” é, neste ponto, um caso clássico da forma da reorganização da favela pela UPP.