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Moldando o futuro
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Editorial

 

Tudo está girando nas eleições nos últimos meses. Quem se tornará o novo presidente ou presidenta do Brasil? Qual será o equilíbrio político de poder para os próximos anos a partir de meados de outubro de 2018? O que isso significa para as lutas dos movimentos sociais que viram suas conquistas desaparecerem nos anos após o impeachment? As divergências políticas são apresentadas de forma justa no atual contexto democrático? Por fim, posições políticas extremas tornaram-se visíveis na rua, nas mídias sociais e nas campanhas eleitorais oficiais. A favor e contra Bolsonaro - neste simples padrão preto e branco, a campanha eleitoral foi reduzida em último lugar. Para alguns, uma salvação, para outros, uma ameaça civilizacional. Na primeira votação, ele recebeu de longe o maior número de votos, com 46%. Será que isso se explica  apenas pelo fato da busca de uma mão forte para governar? Ou é mais pelo desencantamento político existe no momento? 40% dos jovens eleitores podem votar pela primeira vez, por lei a partir dos 16 anos.
Ao planejar a Mesa Redonda do Brasil 2018, não queríamos nos concentrar apenas na análise e no debate após uma eleição acirrada. Em vez disso, levantamos o tema "Juventude Brasileira, moldando o futuro" na agenda. Além da análise da campanha, queremos nos concentrar nos jovens: suas necessidades e visões do futuro, suas idéias de uma sociedade mais justa e suas contribuições para isso. Mas também sobre o difícil ponto de partido que os jovens tem no país, por ser ainda uma sociedade altamente discriminadora e com cenários cotidianos violentos. Nós nos concentramos intencionalmente nos jovens e em projetos que se dispõem a contornar essa árdua realidade. Projetos que tem como objetivo educar os jovens e motivá-los a emancipar-se, para assim preparará-los para um futuro diferente.
Rapidamente ficou claro que "a juventude brasileira" é composta de muitas faces diferentes, já que a população brasileira é muito plural. No Brasil, portanto, também falamos muito dos "jovens". E eles querem moldar o futuro de seu país, embora suas condições prévias para o acesso à educação, participação na vida política e a defesa seus próprios interesses diferem muito entre eles. As regulamentações de cotas nas universidades e institutos estaduais, por exemplo, asseguraram, mesmo sob o governo Dilma Rousseff, que pessoas de ascendência indígena ou afro-brasileira poderiam obter um nível educacional mais alto. No entanto, o programa de bolsas de estudo havia sido cortado sob o governo Temer, em vez dos 2.500 estudantes que anteriormente recebiam bolsas de estudo, só restam agora 800 com esse benefício.
Seja qual for o resultado dessas eleições, as novas forças políticas atuantes terão a difícil tarefa unificar um país dividido e levar perspectiva construtivas para as futuras gerações.