O Brasil após as eleições: Quem desenha o amanhã?
As eleições de outubro de 2026 serão um momento decisivo para o Brasil. Entre expectativas, conflitos e continuidades, muitos atores e atrizes lutam para moldar o presente e o futuro. Juntamente com convidados do Brasil, queremos analisar possíveis desdobramentos logo após as eleições: exploraremos os desafios políticos e sociais que o país enfrenta e examinaremos as perspectivas que se abrem para a democracia, os direitos humanos, a justiça climática e a solidariedade internacional.
A democracia surge da união de vozes, experiências e perspectivas diferentes. É nesse sentido que nos reunimos: para ouvir as diferenças, criar espaços de diálogo e refletir juntos sobre os caminhos que se delineiam para o Brasil após as eleições.
O folheto do programa, com os horários dos intervalos e das refeições, está disponível aqui.
As inscrições estão abertas até 30 de outubro.
Damos as boas-vindas as convidades do Brasil:
- Luíza Cassupá é uma jovem liderança indígena do povo Cassupá, de Rondônia. Atua na defesa dos direitos indígenas e no fortalecimento da juventude, sendo articuladora do Movimento da Juventude Indígena de Rondônia e secretária da OPCIS. Estudante de Direito, também atua na área da Educação Escolar Indígena: “Meu nome é Luíza Cassupá, sou jovem liderança indígena. Carrego comigo a força da minha ancestralidade e o compromisso com meu povo. Minha voz é resistência, identidade e transformação.”
- José Roberto Silva atua na defesa dos direitos das comunidades ribeirinhas e pescadoras na Amazônia brasileira, em uma região marcada por fortes pressões sobre a floresta, as águas e os territórios tradicionais. É presidente da ACCAP, na comunidade de Foz de Tapauá, e agente ambiental voluntário da SEMA, contribuindo para a proteção do território e dos recursos naturais: “Meu nome é Roberto, sou pescador, ribeirinho e liderança da comunidade de Foz de Tapauá, no Amazonas, e presidente da Associação dos Comunitários e Comunitárias do Acordo de Pesca (ACCAP). Contribuo para a organização e representação das comunidades, fortalecendo a participação comunitária e a defesa dos modos de vida tradicionais.”
- Maria Eliete Felix Juruna é liderança e professora do povo Juruna (Yudjá), da Terra Indígena Paquiçamba, no Pará, território diretamente relacionado aos impactos do complexo hidrelétrico de Belo Monte e da mineradora Belo Sun. Mulher indígena, artesã e professora, ela tem participado de processos de defesa do território, de mobilizações das mulheres e de discussões sobre saúde, educação, infraestrutura, história e cultura Juruna. É presidenta da Aikojupa, organização associativa sediada em Vitória do Xingu e possui graduação em Pedagogia
- Marcley Pataxó é liderança do povo Pataxó, do extremo sul da Bahia, com atuação em todo o estado do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba) e assessoramento do conselho de caciques. Os Pataxó enfrentam um processo de criminalização generalizada, com diversas lideranças perseguidas em razão de sua luta pela retomada e defesa de seus territórios. Marcley é estudante da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde exerceu a presidência do Núcleo Central de Estudantes Indígenas (NCEI), e tem uma trajetória de atuação na defesa dos direitos indígenas, da educação e dos territórios Pataxó. Também atua na área de comunicação, utilizando diferentes ferramentas para fortalecer a capacidade dos povos indígenas de denunciar violações e ameaças aos seus territórios, inclusive em contextos relacionados à mineração
- Braulio Armoa Kaiowá: é liderança dos povos Kaiowá e Guarani, de Mato Grosso do Sul, membro do Conselho da Aty Guasu Guarani e Kaiowá (Grande Assembleia), com uma trajetória de atuação na defesa dos territórios tradicionais e dos direitos de seu povo. Bráulio acompanhou diversos processos de retomada dos tekohas (territórios tradicionais) Guarani e Kaiowá. Participa ativamente das ações de incidência nacional e internacional dos povos Guarani e Kaiowá, incluindo mobilizações em Brasília e, durante a COP30, em Belém, quando denunciou, junto ao Relator da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas, a violência policial contra comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul e defendeu a demarcação dos territórios como condição para a proteção das comunidades, das florestas e dos modos de vida Guarani e Kaiowá
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Inai’Ury Carneiro Pompeu Lisboa é uma liderança indígena do povo Tentehar Guajajara e coordenadora da Juventude Indígena Tupi-Jê do Maranhão (COJUIMA), coordenadora da Secretaria da Coordenação das Organizações e Redes dos Povos Indígenas do Maranhão (COAPIMA) e secretária adjunta da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB):"Eu sou Inai'ury Pompeu e pertenço ao povo Tentehar Guajajara. Sou cacica e líder da aldeia Kwarahy, localizada na Terra Indígena Rodeador. Minha luta começou com o fortalecimento da juventude indígena, a retomada e a recuperação dos territórios indígenas (espaços de vida), o fortalecimento cultural e o fortalecimento das mulheres indígenas, já que ainda existe muita violência doméstica entre os nossos povos."
- Isadora Menezes é psicóloga social, nascida na Amazônia brasileira, atua há mais de dez anos junto a povos e comunidades tradicionais e atualmente é Assessora Técnica Regional da Cáritas Brasileira e no Programa Amazônia Bem Viver: Comunidades Resilientes. Contribuiu para a construção da primeira referência técnica para a atuação da Psicologia junto aos povos indígenas na Amazônia e também possui experiência nas áreas de proteção de crianças e adolescentes e migração. Sua atuação articula fortalecimento comunitário, defesa de direitos e incidência política a partir das realidades dos territórios amazônicos
- Larissa Vieira é Advogada popular, atua como Assessora Nacional de Incidência da Cáritas Brasileira e coordenadora do Programa Amazônia Bem Viver: Comunidades Resilientes. Possui mais de 17 anos de atuação na pauta de direitos humanos e 14 anos de experiência em coordenação de projetos, assessoria jurídica popular e defesa de direitos. Sua atuação está especialmente relacionada à justiça socioambiental, à incidência política e à defesa dos direitos dos povos e comunidades tradicionais
- Andréa Machado Camurça é Assistente Social, Mestra em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela UFC, defensora de direitos humanos, socioambientalista, compõe a Coordenação Colegiada do Instituto Terramar e atua na instituição há 9 anos. Compõe a Rede Brasileira de Justiça Ambiental e Articulação Trama Viva Nordeste. Nos últimos anos tem acompanhado de perto os debates sobre transição (ou transação) energética e a chegada de data centers no estado do Ceará
- Letícia Rodrigues Soares de Abreu é Mulher Negra, LGBTQIAPN+, advogada popular, antirracista, defensora de direitos humanos, socioambientalista, integra a assessoria jurídica e o setor de Desenvolvimento Institucional do Instituto Terramar. Atua na instituição há 4 anos, principalmente na defesa de direitos de povos e comunidades tradicionais. É pós-graduada em Direito Ambiental Brasileiro pela PUC RJ e pós-graduanda em Gestão de Projetos
- Prof. Dr. Ronaldo Barros Sodré é docente de Geografia no Departamento de Geociências da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís (MA), Brasil, e coordenador do programa de pós-graduação. Sua pesquisa concentra-se nas questões agrárias no Brasil, com ênfase nos conflitos no campo. Também coordena o monitoramento agrário no âmbito do projeto Maranhão Agro. Seus temas de atuação e interesse são a sensibilização para os desafios da questão agrária e suas conexões internacionais na região; cooperação científica internacional e o uso de agrotóxicos
- Luiz Jorge Silva Moreno é juiz aposentado, advogado, secretário-geral do Comitê de Solidariedade à Luta pela Terra (Comsolute) e vice-presidente da Associação Brasileira dos Advogados do Povo Gabriel Pimenta (ABRAPO). Em 2006, recebeu do Presidente da República o Prêmio Nacional de Direitos Humanos pela campanha de implantação do registro civil no município de Santa Quitéria. Atuou como relator de direitos humanos no Maranhão e, desde 2009, coordena a iniciativa dos Tribunais Populares, especialmente voltada à denúncia da violência praticada por grandes proprietários de terra no Brasil contra populações rurais, povos indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais
Programa
Sexta-Feira
17h00 - 19h00 Chegada & credenciamento
19h15 - 21h00 Roda de boas-vindas: Abertura e Introdução
Sábado
09:30 - 10:30 O Brasil pós-eleições: O que mudou e o que permanece
- Larissa Vieira, Amazônia Bem Viver – Resiliente Gemeinschaften, Cáritas Brasileria
- Andrea Camurça ou Letícia Abreu (Instituto Terramar) (tbc)
- Liderança Guarani-Kaiowá, Cimi (tbc)
14h00 - 16h30 Audiência pública: Violação de direitos humanos e ambientais na região amazônica
A região da AMACRO, na Amazônia brasileira, é hoje uma das áreas mais afetadas pelo desmatamento, pela apropriação ilegal de terras, pela mineração ilegal e por conflitos territoriais no país. No âmbito de uma audiência pública interativa, representantes de comunidades indígenas e tradicionais relatam, com base em casos reais, as violações dos direitos humanos, a destruição ambiental e a resistência da população afetada. O evento traz à tona as causas estruturais desses conflitos e convida a uma discussão conjunta sobre as relações entre direitos humanos, justiça climática e a proteção da Floresta Amazônica.
- Luisa Cassupá, liderança indígena do povo Kassupá (Porto Velho, Rondônia)
- Roberto Silva, Associação Comunitária Foz do Rio Tapauá
- Larissa Vieira & Isadora Mendes, Cáritas Brasileira
- Moderation: Rebekka Reischmann, Caritas international
17h00 - 18h00 Campanhas & datas importantes
20h00 - 21h00 Samba como lugar de encontro (a confirmar)
21h00 - 00h00 Festa
Domingo
09h00 - 09h30 Mística
09h30 - 11h00 Data Centers e Direitos Humanos – Impactos sobre comunidades e territórios
- Andrea Camurça & Letícia Abreu (Instituto Terramar)
- Moderação: Martina Winkler, Brot für die Welt
11h30 - 12h30 O Brasil que dá certo Experiências, aprendizados e caminhos futuros

Lugar:
Stiftung »Europäische Jugendbildungs-
und Jugendbegegnungsstätte Weimar«
Jenaer Straße 2–4
99425 Weimar (Germany)
Informações sobre como chegar: https://ejbweimar.de/de/kontakt/anfragen-und-anreise/
Informações sobre acessibilidade:
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Tradução simultânea português–alemão
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Serviço de creche (inscreva-se o mais cedo possível)
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Entrada gratuita para crianças de até 4 anos
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1 quarto adaptado para pessoas em cadeira de rodas disponível; por favor, informe no momento da inscrição
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Refeitório sem barreiras arquitetônicas
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Há elevadores disponíveis
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Há vias de evacuação sem barreiras
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A largura dos corredores de 1,20 m e um raio de movimento de 1,50 m não são garantidos sem restrições
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Há banheiros neutros em termos de gênero
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Animais de assistência são bem-vindos; por favor, avise com antecedência
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Há pessoas de apoio e sala de descanso disponíveis
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Brinquedos Fidet, protetores auriculares e máscaras FFP2 disponíveis
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Até 100 participantes
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NÃO há circuitos de indução para aparelhos auditivos, mas há alto-falantes
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NÃO há tradução para a língua de sinais
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NÃO há sistema de orientação para pessoas com deficiência visual
Dúvidas sobre a acessibilidade do centro de conferências: Tel.: +49 3643 827 112 wagner[at]ejbweimar.de
Dúvidas sobre a acessibilidade do programa: info[at]kooperation-brasilien.org

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